Recentes

sexta-feira, 8 de janeiro de 2021

Ameixa - Suas propriedades terapêuticas

Ameixas (Prunus domestica L.)

Nome popular: Ameixa
Outros nomes: Ameixeira, ameixa-vermelha, ameixa-amarela, ameixa-japonesa
Nome científico: (Prunus domestica L.)
Família: das Rosáceas
Porte: alcança até 5 metros de altura
Origem: China

Propriedades e apresentação:

Ameixa é fruto da ameixeira, árvore da família das Rosáceas que alcançam até cinco metros de altura. Trata-se de uma drupa de forma arredondada ou oval, de até 7 centímetros de diâmetro, com um cerne lenhoso que contém uma semente não comestível em seu interior.

Todas as variedades de ameixas possuem uma composição muito similar, que se diferenciam unicamente por seu conteúdo em açúcares e pelo tipo de corante natural que contêm, do que depende a cor da casca e da polpa.

A ameixa é muito pobre em proteínas e em gorduras (menos de 1% de ambos nutrientes). Quanto às vitaminas e minerais, contém uma proporção equilibrada de todos eles (exceto a B12), ainda que em pequenas quantidades.

Na composição da ameixa destacam-se dois componentes não nutritivos, que explicam sua ação laxante sobre o intestino:

* Fibra vegetal: é do tipo solúvel, composta em sua maioria por pectina.
As ameixas frescas contêm 1,5%, enquanto as secas chegam a 7%. A pectina é um hidrato de carbono complexo que absorve a água do intestino, aumentando assim o volume das fezes e favorecendo a evacuação.
Também absorve colesterol e sais biliares, que são eliminados com as fezes.

* Diidroxifenilisatina: essa substância foi identificada quimicamente e tem como função estimular suavemente os movimentos peristálticos do intestino, facilitando o trânsito das fezes em seu interior.

Suas aplicações curativas são as seguintes:

* Prisão de ventre: a ação combinada da pectina e da substância que estimula os movimentos intestinais faz da ameixa um "laxante" efetivo e suave ao mesmo tempo.

Diferentemente da fibra de tipo insolúvel, como a do farelo, a fibra solúvel da ameixa suaviza e protege as paredes intestinais.

As crianças e os idosos toleram muito bem as ameixas, que constituem o laxante recomendado em caso de prisão de ventre infantil ou da terceira idade.

* Excesso de colesterol: a fibra das ameixas, composta predominantemente por pectina, consegue fazer baixar o nível de colesterol tanto em animais de experimentação como nos seres humanos.

* Afecções crônicas: a ameixa é suavemente diurética, depurativa e desintoxicante. Seu baixíssimo teor de gorduras, proteínas e sódio a torna muito apropriada em casos de arteriosclerose, excesso de ácido úrico, gota, afecções degenerativas das articulações (reumatismos, artrose) e hepatopatias (hepatite crônica, cirrose, etc.).

Em todos esses casos convém acrescentar ameixas frescas ou secas no desjejum diário.

* Prevenção do câncer do cólon: o fato de que a fibra solúvel de certos alimentos vegetais protege contra o câncer de cólon já é conhecido há muito tempo pelos pesquisadores.

Portanto, o consumo habitual de ameixas, tanto frescas como em passas, constitui um hábito preventivo muito recomendável para todos aqueles que têm um maior risco de sofrer de câncer de cólon, seja por causas genéticas (poliposes intestinais) ou adquiridas (alimentação escassa em fibra vegetal, prisão de ventre crônica ou diverticulose do cólon).

Formas de consumir a ameixa:

* Frescas: para que as ameixas cruas sejam bem toleradas, pelo estômago, devem alcançar seu ponto ótimo de maturação.

* Ameixas secas: (em passas): consumidas como são ou postas de molho na noite anterior. A dose habitual é de 6 a 12 ameixas passas, preferivelmente pela manhã.

* Preparações culinárias: elaboram-se deliciosas compotas e geleias com ameixas, que também possuem efeito laxante.

Recomendações:

Inclua ameixas no desjejum: um desjejum ideal para combater a prisão de ventre e proteger o intestino deve comer ameixas secas, iogurte, mel e umas fatias de pão integral ou pão de centeio.

Para aumentar seu efeito laxante, as ameixas secas podem ser deixadas de molho à noite e comidas pela manhã no desjejum, tomando-se também a água em que ficaram de molho.

Fonte de pesquisa: Livros diversos e biblioteca pública.
Texto meramente informativo. Sua visita periódica ao seu médico de confiança é fundamental.


Nenhum comentário:

Postar um comentário