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segunda-feira, 26 de agosto de 2019

Caqui - Suas propriedades terapêuticas

Caqui (Diospyros kaki L.)

Nome popular: Caqui
Nome científico: (Diospyros kaki L.)
Família: das Ebenáceas
Porte: o caquizeiro pode atingir até 4 metros de altura
Origem: China

Propriedades e apresentação:

A polpa gelatinosa do caqui quase não contém proteínas e gorduras.

Destacam-se em sua composição as seguintes substâncias:

* Açúcares: de cada 100g da polpa de caqui 15g são de açúcares. O mais abundante é a frutose, seguindo da glicose e da sacarose.

* Pectina e mucilagem: são carboidratos complexos, responsáveis pela consistência gelatinosa da polpa do caqui. Juntamente com a maçã, o caqui é uma das frutas mais ricas em pectina (1%).

A pectina e as mucilagens constituem o componente mais importante da chamada fibra vegetal de tipo solúvel, que o caqui contém em proporção de 3,6%.

A pectina e as mucilagens retêm água, aumentando o volume das fezes e facilitando a evacuação. Também retêm açúcares, que não absorvem rapidamente "como ocorre ao ingerir açúcar puro", mas de forma lenta e escalonada.

Igualmente, retêm o colesterol que se encontra no trato digestivo, procedente dos alimentos de origem animal, fazendo que uma parte dele seja eliminada com as fezes.

Mas o efeito mais imediato da pectina e da mucilagem do caqui, é o de suavizar e desinflamar as paredes do conduto digestivo, especialmente nas últimas porções "intestino grosso".

* Taninos: são compostos fenólicos de grande poder adstringente. Coagulam as proteínas, formando uma camada seca e resistente nas mucosas.

Os taninos são reconhecidos rapidamente pela sensação áspera que produzem ao paladar. Quanto maior riqueza em taninos, maior efeito adstringente.

Existem variedades de caqui com maior conteúdo em taninos que outras. Mas em todas elas os taninos diminuem, chegando até a desaparecer nas últimas fases do processo de maturação.

A máxima concentração de taninos nos caquis é alcançada no meio do outono, quando os frutos não chegaram ao ponto ótimo de maturação, que costuma ser na terceira parte dessa estação do ano.

* Carotenóides: são substâncias derivadas do beta-caroteno, a partir dos quais nosso organismo produz a vitamina A. Por isso são chamadas provitaminas A.

O interesse que os carotenóides despertam deve-se à sua comprovada ação antioxidante, graças à qual evitam o envelhecimento celular, detêm a arteriosclerose e atuam como preventivos do câncer.

* Vitamina C: contém 16% mg/100g, o que supõe que um caqui de tamanho médio (250g) aporta 40% das necessidades diárias dessa vitamina.

O caqui não é uma das frutas mais ricas em vitamina C, embora contenha uma quantidade significativa, suficiente para favorecer a absorção de ferro que também contém.

* Ferro: é o mineral mais abundante "proporcionalmente às necessidades diárias" de todos os que o caqui contém, depois do potássio.

Um caqui de 250g aporta 10% das necessidades diárias de ferro de um adulto, o que constitui uma quantidade importante, levando em conta que se trata de uma fruta fresca.

As propriedades do caqui explicam suas aplicações medicinais:

* Afecções intestinais: os caquis exercem, em conjunto, ação adstringente e suavizante sobre as paredes do intestino, devido ao efeito combinado dos taninos (adstringentes) e da pectina e mucilagens (suavizantes).

* Afecções cardiocirculatórias: por seu baixo conteúdo de gorduras e sódio e seu elevado aporte de carotenóides protetores das artérias, os caquis são uma fruta muito recomendável para os que sofrem de arteriosclerose, hipertensão arterial e afecções cardíacas em geral.

* Anemia: ainda que o aporte de ferro do caqui não seja muito elevado, tem a vantagem de ser muito absorvido, devido ao fruto também conter vitamina C. Recomenda-se um consumo abundante de caquis em caso de anemia ferropênica (por falta de ferro), que é o tipo mais frequente de anemia.

* Diabetes: embora o caqui seja uma fruta doce, os diabéticos a toleram muito bem por duas razões:
- mais da metade de seus 15% de açúcares é formada por frutose, o açúcar natural próprio da fruta.

Esse tipo de açúcar precisa de menos quantidade de insulina para seu aproveitamento pelas células do organismo. Por isso, os diabéticos, cujo pâncreas produz menos insulina, toleram e aproveitam melhor a frutose que outros açúcares.

- abundante fibra vegetal de tipo solúvel que o caqui contém em forma de pectina, retém os açúcares no intestino e vai liberando-os pouco a pouco.

Desse modo não ocorre uma passagem rápida de frutose e glicose para o sangue, o que é prejudicial para os diabéticos, mas sim de forma lenta e paulatina.

Portanto, o caqui pode ser consumido pelos diabéticos, que se beneficiarão de sua ação favorável sobre o intestino e seu conteúdo em carotenóides e em ferro.

Formas de consumir o caqui:

* Fresco: o caqui é mais apropriado ao consumo nos meses do outono; é necessário, pois, aproveita sua época para consumi-lo em abundância. Em caso de diarreia pode-se comer até seis por dia.

* Purê de caqui: é um ingrediente muito apreciado para preparar cremes, geleias e compotas. Acompanha muito bem o requeijão, o iogurte e o creme de leite.

Seja de cor alaranjada ou de vermelho intenso, os caquis evocam as chamas de fogo ardente. Não é sem motivo que seu nome em grego, Diospyros, significa "fogo de Zeus".

No entanto, uma vez ingerido, o caqui atua de forma totalmente oposta à do fogo ardente: é um grande suavizante do tubo digestivo, especialmente do intestino.

Fonte de pesquisa: Livros diversos e biblioteca pública.
Texto meramente informativo. Sua visita periódica ao seu médico de confiança é fundamental.


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